sábado, 30 de abril de 2011

Em memória de...

A virtude não foi deixada para mim
Uma memória escondida dentro da cabeça doentia de um homem
Cantamos juntos a canção da morte

Acompanhamos o crescimento da camélia
A triste e silenciosa flor
Esse é o meu passado

Em memória de um espírito que me perturba
Eu grito- vá embora- ele permanece me olhando
Não adianta se esconder nos pensamentos mais tristes

Ele sempre irá te encontrar
Mesmo que seja na sua própria loucura
Como o vinho derramado em meio ao sangue azul

O sorriso apagado de mona lisa
Em um rosto hipócrita e sádico
Eu peço redenção, ele pede a dor

Dois lados da mesma moeda
Dois mundos diferentes
Aproxime-se de um dos dois, existem apenas dois caminhos

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