sábado, 26 de março de 2011

A canção do bardo Parte I: O abismo do medo

O sofrimento daquele compositor
Seus gritos podem ser ouvidos ao longe
“Será que a maré não poderia me pegar primeiro e dar-me a morte que tanto desejei?”

Meus pedidos de misericórdia, agonia e dor
Foram incessantes até o amanhecer
O poeta solitário

A minh’alma deseja que bons ventos de felicidade venham
Contudo, a onda de tristeza ressoante soma-se com o pesar daquilo que nunca teve
Costumávamos sentar e admirar a dança da lua

Hoje não há vinho ou lâmina
O abandonado em busca de sua alma perfeita
Fugir para longe, para as colinas...

O choro silencioso dos meus poemas
A porta negra da morte
Por onde eu hei de passar

Oh, Cristo! Como posso eu ter duas faces?
As minhas lágrimas de sangue
O eco das doces palavras jogadas ao vento


(O início)

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