quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pelo coração que uma vez eu tive

A música flui tardia


O coração do poeta em pedaços
Pelo coração que uma vez eu tive
Não há nada a dizer a diferença é tudo

Os olhos sonhadores foram apagados
Com um tiro no peito
Os poemas mortos e pessoas corrompidas
O medo de errar não mais me assusta

Pelo coração que uma vez eu tive
A neve caí em meu coração
Em um ritmo entoado pelos meus devaneios
Um abismo de medo e terror se apodera de mim

O andar calmo pelo oceano de ilusão
Os lírios brancos cercam-me
A música sombria da lama escaldante
O pedido silencioso de socorro

Pelo coração que uma vez eu tive
Pela existência que foi-se de mim
O amor solitário

Alma solitária, alma oceânica

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