Entre os sonhos de um veraneio extinto, o pôr-do-sol tornou-se o meu grande amigo. Para ele eu contava minhas dores e aflições, ele ouvia-me pacientemente. O clamor por um vida mais digna... Pelo amor que uma vez eu tive... Suspiro ainda acordado por que a hora de ir já é chegada, meu pôr-do-sol irá dizer-me um completo adeus. Não chore mais por mim... Quero que fique para eu chorar em seus ombros... Não deixe a escuridão levar-te. O rochedo fora o palco do meu mártire o horror de um rosto decaído em melancolia. Não diga-me o que devo fazer... Eu preciso, eu necessito de que leve-me lá... Não saberei andar sem você... Caindo acordado em um poço entulhado pela escuridão.. Sou vendido como um vadio, meus pensamentos sendo estuprados mais, mais e mais... Pôr-do-sol não se vá, não deixe-me para enfrentar sozinho essas víboras que querem me destruir... Seja meu escudo, minha fortaleza... Ah, como eu desejo de todo coração sonhar com você... Quero apenas mais alguns instantes para despedir-me de uma forma mais concreta... Não o verei outra vez.. Pela eternidade.
Não posso acreditar nos fantasmas do meu passado. Do gosto salgado da armargura eterna. Não deixe-me vagando como uma alma solitária, acompanhe-me até meu leito de morte... Não se vá de mim, sede forte e espere-me... Você se despede tão rapidamente eu nem consigo formular uma frase concreta... Para dizer-te postumamente... Apenas perdoe-me e ajude-me a seguir em frente...Ah, pequeno pôr-do-sol usurpadores o tiraram de mim... Aqueles mestres da paixão avarenta. Perdoe-me... Para sempre quero ser seu... Não amante e sim amigo... diga meu nome em uma prece escondida.... Em um beijo sincero... O meu pôr-do-sol...
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